[Parceria] “Olhos”, por João Jesus

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Sorriu e encantado, olhou para os olhos dela. Ficou hipnotizado com o que viu. Ficou estático admirando a beleza dos olhos dela. Eram azuis. O azul mais belo que já vira. Aquele azul que dava vontade de entrar e nadar neles. Eram um azul profundo, como os oceanos. Era um azul que o fazia sentir livre com ela. Via tudo o que queria ver naqueles olhos brilhantes. Via felicidade, amor, aventura, loucura, perigo e um pouco de dor.

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“A exatidão de estarmos aqui”, por José Luís Peixoto

jose_luis_peixotoCom o mapa aberto sobre o colo, apenas o norte, Portugal dobrado em Aveiro, levanto o rosto nos períodos em que seguimos em frente, quando não é preciso virar. O para-brisas cinge uma parte do meu campo de visão mas, mais perto, à esquerda, tenho o meu pai a conduzir pensativo, talvez conduza pensamentos; à direita, tenho a janela meio aberta, não posso abri-la toda devido ao mapa. Não quero Portugal incontrolável, o território nacional a voar na cabina da carrinha. Também perto, abaixo do para-brisas, está o painel do carro: o porta-luvas, o isqueiro avariado, o rádio.

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[Campeonato Nacional de Escrita Criativa] – Texto#3 – “Um homem chega a casa e…”

O terceiro desafio chegou no final de Fevereiro e era o seguinte.

Um homem chega a casa e… Desenvolva o enredo usando no máximo 400 palavras.

Foi muito complicado inspirar-me, nos primeiros momentos não me estava a sair nada de jeito, mas depois meti-me ao computador e saiu um bonito texto, acho eu.

Aqui fica:

“Um Homem chega a casa e…”

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Um Homem chega a casa e… Encontra o silêncio, companheiro de todas as horas, madrugador nato. Sombra de momentos felizes, calmos e sossegados e de momentos de alta-tensão.

Naquele lugar vazio, despido e desprovido de vida. Uma casa. O seu lugar. Entra e procura no peso das cores fortes de cada divisão, o outro pedaço de si, a meia-luz. Mas não há nada para o reconfortar, abraça-o apenas uma solidão triste, fria e desengonçada, a presença de todos os dias. Já está tão habituado que nem repara.

Cansado e desgastado depois de mais um dia de trabalho, senta-se na sala, sozinho, decide ficar a pensar. Uma banda sonora qualquer faz-se ouvir. Relaxa, descontrai, fecha os olhos para o mundo e adormece num sono profundo. Sonha e Sorri. Talvez esteja a sonhar com o que desejaria que fosse diferente. Uma mudança aqui, outra acolá, que o fazem estremecer durante o sono e que, quem sabe, não o ajudem a encontrar o pretérito perfeito da sua vida.

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[Parceria] “Respirar”, por João Jesus

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Sentada na relva, olhava o pôr-do-sol. Estava lindo nesse dia!

O pôr-do-sol tinha um significado para ela. Era o momento em que o dia acabava e aí sabia, que quase de certeza, amanhã iria vir um novo dia, por vezes melhor do que o anterior.

Cheirava a relva acabada de cortar, o melhor cheiro do mundo para ela. Apertou um bocado de relva com força, sentindo as unhas cravarem-se na terra por debaixo desta.

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“Encontro com escritor nas escolas” – Décimo Dia [07-03-2013]

As palestras continuaram, recupero agora o registo que fiz da primeira palestra de Março de 2013, confiram:

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Dia de mais um encontro com os meus meninos, desta vez do 6ºC, correu muito bem, adorei, mais uma vez, continuo a dizer que quem me tirar estes momentos tira-me tudo. Os meninos portaram-se muito bem, mostraram-se muito atentos e interessados enquanto eu estive a falar, foram cerca de 20 minutos, mais uma vez faltou-me falar de algumas coisas mas não consegui ter tempo para tudo; senão eles ficam sem tempo para perguntas, até dispensaram o intervalo para ficarem mais uns minutinhos comigo, ohhhhhh, nem imaginam como isto é bom, uns queridos, tocou-me, marcou-me e emocionou-me imenso, até a responsável pela biblioteca veio comentar isso comigo no fim.

É uma sensação indescritível ser recebida com tanto carinho, fico muito feliz e sinto-me muito honrada, aliás, sou uma afortunada por poder fazer o que gosto, tem sido um prazer e um privilégio participar nestes encontros. Mais uma vez as perguntas foram pertinentes e interessantes: “Em que é que me tinha inspirado para escrever a história do Miguel e da Bia”, “se já tinha escrito peças de teatro”, “Qual o poema que mais gosto”, “Qual o poema que mais me marcou”, “Quanto tempo demora a escrever um livro”, “Se já tinha ideias para outro livro”, “Qual o meu objectivo enquanto escritora”, “Se tinha gostado da visita”. Bem, já estava a tocar para irem para aula e ainda havia quem fizesse perguntas. :D. adorei, adorei, adorei, mesmo muito, agora só depois da Páscoa é que há mais.

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