[Parceria] “Coisas Novas”, por João Jesus

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Não há nada melhor do que agarrar num livro novo e sentir o seu cheiro. É maravilhoso! Sentimos que temos nas mãos uma coisa nova que nos vai fazer sentir alguma coisa, como tristeza ou amor pelo novo livro nas nossas mãos.

É bom quando o compramos nós, mas é muito especial quando alguém nos entrega em surpresa uma coisa nova. É como se nos estivessem a oferecer um novo mundo em que podíamos seguir a sua emocionante história.

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“Aspas”, por José Luís Peixoto

jose_luis_peixotoEnquanto que “ler” pode ser uma mera distração, ler é um compromisso. “Ler” prescinde da presença que ler exige. “Ler” é muito parecido com ler mas, ao mesmo tempo, é bastante diferente. “Ler” é quase o oposto de ler.

“Ler” pode ser este encontro breve: passar os olhos por estas colunas, sobrevoá-las sem reparar mesmo em cada palavra, assimilar as primeiras linhas, apanhar pedaços aleatórios do meio, colheradas, fragmentos daqui e dali, e alcançar o fim na diagonal, para ver como acaba.

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[Campeonato Nacional de Poesia] – Poema#1

O primeiro desafio que nos era proposto, era o seguinte:

Escreva um poema com um máximo de 25 versos que contenha a palavra “fim” três vezes.

Para este desafio fiz um pouco de batota, decidi pegar num poema do meu primeiro livro, que ia de encontro ao desafio e adaptá-lo, houve versos que aproveitei e outros que tive que cortar; porque o poema na sua versão original tem mais de 25 versos, que era o limite máximo de versos para os textos enviados para o campeonato.

Não gosto nada de pegar num texto já pré-feito e adaptá-lo, nunca costuma dar bom resultado, mas não me apetecia pensar muito; por isso decidi começar por ir pelo caminho mais fácil, que dá menos trabalho e que exige menos esforço. Mas posso-vos dizer que foi muito difícil encaixar a palavra “fim” 3 vezes no poema que eu já tinha escrito; no entanto, apesar de tudo, dos medos e receios todos que tinha consegui atingir bem o primeiro objetivo, e é isso que interessa.

Aqui fica:

“Fim da Linha”

fim20da20linha

É o fim!
E a Vida
É mesmo assim
Como o sol
Por vezes
Também perde brilho

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[Parceria] “Cavalo Negro” – O Fim, por João Jesus

 blackstallion

O McPhils deu uma gargalhada bem alto que me fez dar um pulo da cadeira.
– O que tem assim tanta graça? – Perguntei indignada
– Essa tua atitude. – Disse ele cruzando os dedos- Sabes que vais perder e ainda me tentas desafiar.
Realmente! O velho tinha razão! Ninguém jogava tão bem como ele aqui na cidade. Ganhei coragem e lá acabei por dizer.
– Sabe, McPhils! A vida é cheia de coisas estranhas. Por vezes acontecem coisas boas e por vezes acontecem coisas más. Por isso se eu fosse você, tirava o cavalinho da chuva e não tinha tanta certeza que ia ganhar. – Disse
– Pois, mas ainda bem que tu não és eu, se não onde é que já ia a minha fortuna! – Suspirou ele – O torneio será amanhã. Tu contra mim. – Confirmou ele, finalizando com um grande sorriso
– Por mim tudo bem! Que vença o melhor. – Disse, levantando-me da cadeira
– Ou seja, eu! – Declarou ele enquanto eu abria a porta
– Parolo! – Sussurrei quando sai do gabinete.
Enquanto me preparo para sair do casino, vejo o homem a quem dei o murro, a colocar um saco de gelo no seu queixo terrivelmente roxo. Ele olha para mim de esguelha e esbocei um sorriso de triunfo. Ele tentou levantar-se, mas os amigos lá o agarraram.
Saio do casino e fico arrepiada. Está mesmo frio! Procuro o cavalo que trouxera para vir falar com McPhils e encontro-o.
Subo para cima dele e ele galopa até minha casa.
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